Maria Calopsita está sempre em busca do que há de mais moderno no segmento de Pets Não Convencionais para trazer à vocês, clientes e leitores, as informações mais atuais. Cumprindo esse compromisso estivemos presentes no XXIV Congresso ABRAVAS que aconteceu entre os dias 11 e 14 de outubro em São José dos Campos – SP.

ABRAVAS é a Associação Brasileira de Veterinários de Animais Selvagens, uma associação sem fins lucrativos, políticos ou religiosos, de caráter científico e cultural, de âmbito nacional, constituída e regida na forma deste Estatuto e tem como finalidade de congregar Médicos Veterinários interessados na área de medicina e manejo de animais selvagens e promover seu aprimoramento científico, cultural, técnico e social; organizar e promover Congressos, Simpósios, Reuniões Técnicas, Cursos de Educação Continuada, Palestras e outras reuniões de caráter científico; incentivar o aprimoramento de Médicos Veterinários e de estudantes universitários dos cursos de graduação em Medicina Veterinária que venham a interessar-se pela área de medicina e manejo de animais selvagens; incentivar, por meios técnicos e/ou educacionais, a prevenção e a conservação da fauna selvagem; emitir títulos de Especialista em Animais Selvagens, em todas as áreas da Medicina Veterinária; dentre outras.

Estivemos presente durante a Mesa Redonda: Voo livre e corte de penas de voo em aves silvestres. Com temática de extrema importância para nosso setor, o debate contou com a participação de profissionais Médicos Veterinários de diversos campos de atuação. Foram eles: o M.V. Eduardo Lázaro que, como praticante do Voo Livre, discorreu sobre a importância do treinamento e preparo, tanto da ave como do tutor para uma prática segura, compartilhou sua experiência pessoal e posicionou o Voo Livre não somente como uma prática, mas sim como um estilo de vida; M.V. Msc. Elisa Tibério explicou a necessidade de um preparo psicológico devido a grande carga emocional da prática que envolve riscos de fuga da ave, riscos que a veterinária frisa que a maioria dos tutores não estão preparados para enfrentar; M.V. Dr. Jean Leal chamou atenção à possibilidade de disseminação de doenças à fauna silvestre em caso de aves que não passem por rigorosos protocolos sanitários, bem como à contaminação dos próprios Pets por patógenos que possam estar presentes no ambiente; M.V. Daniela Bueno trouxe um panorama geral da legislação brasileira, em especial a legislação ambiental, que vem de encontro com essa prática, bem como suas brechas, o que deixa o tutor a mercê da interpretação do policial em caso de abordagem ou denúncia e a riscos de uma possível autuação por infração ambiental; M.V. Msc André Grespan fez o fechamento do debate compartilhando um pouco da sua rotina clínica.
Diante dos prós e contras da prática de voo livre houveram alguns consensos.
A prática é totalmente desaconselhada para aves exóticas como Calopsitas; nem toda ave está apta ao voo livre, pois cada animal responde de forma diferente ao treinamento. O voo livre não é para todos os tutores, pois exige, além de muito preparo e dedicação, um preparo mental.
